No último volume

Não deixe nada pra depois, não deixe o tempo passar
Não deixe nada pra semana que vem, porque semana que vem
Pode nem chegar

Esse pode ser o último dia de nossas vidas
Última chance de fazer tudo ter valido a pena
Diga sempre tudo que precisa dizer
Arrisque mais, pra não se arrepender
Nós não temos todo o tempo do mundo
E esse mundo já faz muito tempo
O futuro é o presente, e o presente já passou...

Professora, você não vale uma pipoca!!!

Feliz ano novo!!! Recebido com muitos sorrisos e risadas, 2005 chegou, e eu espero que ele seja, para mim e para vocês, um ano novo "até no coração das coisas menos percebidas", como disse Drummond, e principalmente nestas.

Uma das coisas menos percebidas, e que chama especialmente minha atenção, tem a ver com o título desse post... porque tem uma coisa que a gente faz, criminosamente sem perceber que faz (porque são as escolhas que fazemos sem perceber que nos trazem mais sofrimento), que faz toda a diferença na nossa convivência com as outras pessoas. Essa coisa é julgar os outros por seus atos, escolhas e jeito de ser. Isso é tão triste, porque quando julgamos as pessoas, nós estamos oprimindo a expressão do verdadeiro eu daquela pessoa... por causa dos julgamentos, as pessoas fingem ser quem não são, fazem tudo diferente do que fariam, buscando ser aceitos pelos outros. E não tem nada mais lindo, mais divino, do que ser você mesmo.

Apesar de tantos julgamentos, porque são uma coisa comum nesse mundo, eu tento fazer isso: viver a vida sendo eu mesma. Não quem os outros querem que eu seja, não o que a sociedade considera bom ou correto, não o que tentam me chantagear emocionalmente pra fazer, mas o que eu quero e acho certo para mim. A frase que eu mais escuto do meu pai é: "Você não tem vergonha?", toda vez que eu, na maior cara-de-pau, conto pra ele as minhas aventuras... e a minha resposta é invariavelmente: "Não! Vou ter vergonha de quê?" Eu faço o que eu acho melhor, não só para mim como para aqueles que amo... ninguém precisa ter vergonha disso.

"Professora, você não vale uma pipoca" virou meu bordão depois que um aluno querido brincou assim comigo em um scrap no orkut... e realmente muita gente deve ter esta opinião de mim, sem brincadeira. Eu fico triste, lógico... preferia que todos me amassem de coração, incondicionalmente, e não me julgassem pelas escolhas que faço. Mas não vou mudar quem sou para agradar ninguém. Quem quiser me olhar, vai ter que gostar do que vê... e eu só vou mostrar o que eu sou, nada mais... E não é questão de orgulho, ou de arrogância... mas simples autenticidade.

Meu principal desejo para o ano novo é PAZ. Pra ter mais paz, precisamos julgar menos. A nós mesmos e aos outros. Desejo a todos nós que aprendamos a dar verdadeiras provas de amor aceitando as pessoas como são. Desejo que tenhamos a coragem de ser mais espontâneos, que tenhamos a audácia de sermos nós mesmos, sem ter medo ou vergonha do que os outros vão pensar, sem deixar de ser o que somos, sem deixar de sentir os nossos sentimentos, as nossas vontades. Desejo que nada seja capaz de tolher a verdadeira expressão de cada um. Que todos possamos refletir a beleza de Deus nos nossos atos, não fingindo que seguimos evangelhos ou cartilhas, mas dando de nós mesmos o que temos de mais intenso em nossa alma.

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