Jason, o Padre Amaro e as surpresas da vida

Vocês gostam de filme de terror??? Quem assiste, sabe, no final o filme sempre dá um ganho para mais uma continuação de horrores e carnificina... não acaba nunca!!! O Jason é o exemplo clássico, não importa quantas vezes você o mate, ele sempre volta!!! Isso justifica que você fique sempre com medo que o Jason volte, espreitando por cima do ombro pra não ser pego de surpresa!!! Ui, que medo! Ainda bem que a minha vida ultimamente tem ficado bem longe do gênero terror... tem comédia romântica, drama, musical (haha não podia faltar), entre outros que não cabe comentar aqui, . Mas filme de terror eu não quero nunca mais!

Estou lendo o excelente Eça de Queiroz, mais um autor para o hall dos meus ídolos... o cara é realmente muito foda!!! O Crime do Padre Amaro é um livro que me faz rir sem parar, de tão ferrenho o ataque às pessoas sem caráter que, ele acreditava, eram a alma da igreja católica no seu tempo. É um desfile de personagens medíocres, nenhum presta, nenhum se salva, ele acaba com todos sem a menor piedade... Um trecho que me chamou muito a atenção foi um que coloca em evidência a leviandade de Amélia, futura amante do Padre Amaro, fingindo afeição por um cavalheiro que era apaixonado por ela, o João Eduardo...

 E João Eduardo, então, falando-lhe junto do rosto, disse-lhe "a sua grande paixão". Tomou-lhe a mão, repetia todo perturbado:
        - Gosto tanto de si! Gosto tanto de si!
    Amélia estava nervosa da música, do teatro; a noite quente de Verão, com a sua vasta cintilação de estrelas tornava-a toda lânguida. Abandonou a mão, suspirou baixinho.
        - Gosta de mim, não é verdade?
        - Sim, respondeu ela, e apertou os dedos de João Eduardo com paixão.
    Mas, como ela pensou, "fora decerto um fogacho" - porque, dias depois, quando conheceu mais João Eduardo, quando pôde falar livremente com ele, reconheceu que "não tinha nenhuma inclinação pelo rapaz". Estimava-o, achava-o simpático, bom moço; poderia ser um bom marido; mas sentia dentro de si o coração adormecido.
    O escrevente porém começou a ir à Rua da Misericórdia (casa de Amélia) quase todas as noites. A S. Joaneira estimava-o pelo seu "propósito" e pela sua honradez. Mas Amélia ia-se mostrando "fria": esperava-o à janela pela manhã quando ele passava para o cartório, fazia-lhe olhos doces à noite, - mas só para não o descontentar, para ter na sua existência desocupada um interessezinho amoroso.

Rapariga marota!!! E no final esse teatrinho dela acaba por fazer o pobre do João acreditar que ela realmente vai se casar com ele, e finalmente leva a vida dele a uma completa destruição. Ainda bem que tem gente que é mais esperta e se toca da farsa antes de se ferrar (muito). hahahhahahahah!

Quanto às surpresas da vida, ela anda me reservando umas poucas e boas... altos e baixos, ela é assim! Mas quem ri por último, ri melhor!!! Hoje eu tô podendo mandar um foda-se de boca cheia pra quem andou me fazendo sentir mal... dá licença que é a minha vez de ficar por cima! UHU! E só pra me despedir de vocês... vai aí um ditado português muito sábio:

O que lá vai, lá vai! (ou, em português do Brasil, O que passou, passou!)

E tenho dito...!

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